Sabe quando a venda aparece no site da oferta, mas some do painel da rede? Num caso real, o painel dizia 64 cadastros no dia, mas tinham chegado 65 avisos de venda.
Esse aviso se chama postback: é a rede avisando o seu painel toda vez que sai uma ação paga. Já o SubID é a etiqueta que você cola no link para saber de onde veio cada venda.
Neste guia você aprende a ligar os 2, testar sem gastar nada e usar o relatório para cortar o que não paga.
Sumário
- 1 – O que é postback e como ele funciona
- 2 – Quais dados o postback envia ao tracker
- 3 – O que é SubID e o que ele rastreia
- 4 – Como configurar o postback no tracker
- 5 – Como testar o postback antes de escalar
- 6 – Como o postback revela corte de leads e fraude
- 7 – Como usar SubID para otimizar campanhas
- 8 – Perguntas frequentes sobre postback
- 9 – Postback: o resumo
O que é postback e como ele funciona
Funciona assim: alguém clica, compra, e a rede avisa o seu tracker na mesma hora. O postback é esse aviso, e o tracker é o painel que registra cada clique seu.
- O visitante clica no anúncio, e o tracker grava um identificador único, o
click_id - O tracker redireciona o visitante para a página da oferta
- O visitante registra, compra ou deposita, e a rede grava a ação
- A rede chama o endereço de
postbackdo tracker, levando oclick_ide os dados da ação - O tracker casa o
click_idcom o clique original e soma a conversão no relatório
Sem esse aviso, você conta errado de 20% a 30% dos leads. E se a estatística chega 2 horas atrasada, você paga clique de campanha ruim esse tempo todo sem perceber. No push (o anúncio que chega como aviso no celular), o Google Analytics chega a perder 70% dos dados.
| Item | Pixel | Postback |
|---|---|---|
| Onde roda | no navegador | entre servidores |
| Bloqueador de anúncio | derruba o evento | sem efeito |
| JavaScript desligado | perde a conversão | sem efeito |
| Uso típico | ensinar o algoritmo do anúncio | estatística do afiliado |
O pixel é aquele código que roda no navegador do visitante. O problema é que ele morre junto com o navegador, então bloqueador de anúncio e JavaScript desligado engolem a conversão.
O pessoal chama esse caminho de S2S, porque é um servidor falando com outro servidor. Se o envio falha, o sistema tenta de novo até entregar.
O Facebook Ads e o Google Ads também querem receber esse aviso. Quando a conversão volta para eles, o algoritmo aprende quem compra e a campanha mira cada vez melhor.
Quais dados o postback envia ao tracker
Cada aviso carrega meia dúzia de campos, e cada campo vira uma coluna no seu relatório. O principal é o click_id, que diz exatamente qual clique gerou aquela venda.
| Parâmetro | O que carrega | Exemplo |
|---|---|---|
| click_id | identificador do clique | k7f2m91a |
| payout | valor da comissão | US$ 50 |
| status | situação do lead | aprovado |
| campaign_id | campanha de origem | camp_07 |
| goal | tipo da ação paga | depósito |
A rede marca cada lead como pendente, aprovado ou recusado. O lead aprovado vira dinheiro, e o recusado morre. O pendente fica no hold (a fila de conferência da rede), explicado no guia sobre o que é hold.
O goal mostra qual foi a ação: registro, depósito ou recompra dentro da mesma oferta. Por exemplo, tem oferta em que o registro paga US$ 2 e a recompra paga US$ 30.
O endereço de postback é o domínio do seu tracker mais uns campos no final, tipo cid={clickid}&payout={payout}&status={status}. A rede troca cada chave pelo valor de verdade na hora de enviar.
No modo global, você cola o endereço 1 vez na conta da rede e pronto: toda oferta nova já nasce ligada. O modo por oferta serve para quando uma oferta paga metas diferentes da outra, aí cada uma ganha o próprio endereço.
O que é SubID e o que ele rastreia
O SubID é uma etiqueta que você cola no link de afiliado, e a rede devolve essa etiqueta junto com a conversão, aí o relatório mostra de onde veio o dinheiro.
Um link etiquetado fica assim: https://oferta.com/?aff_id=123&sub_id=facebook_ad1. Quando alguém compra por esse link, a venda cai na linha do facebook_ad1 do relatório.
- A fonte de tráfego, como Facebook, Google, push ou rede de teasers
- A campanha e o anúncio, cada um com a própria marca
- O criativo, o anúncio em si, para comparar imagem contra vídeo
- O site de origem dentro de uma rede de anúncio
- O dispositivo e o horário do clique
A maioria das redes te dá até 5 campos, de sub1 a sub5, e a rede de anúncio preenche vários sozinha. No push, por exemplo, o subid_1 recebe o código do site que gerou cada clique.
Essas etiquetas também servem para testar pedaços da própria página. Por exemplo: você roda 2 títulos no mesmo landing, cada um com a sua etiqueta, e o relatório mostra qual dos 2 títulos vendeu mais.
O postback traz cada venda de volta, e o SubID conta de onde ela veio. Com os 2 juntos, o relatório vira um mapa do seu dinheiro: você vê onde ele entra e onde ele some.
Como configurar o postback no tracker
Ligar o tracker na rede pela primeira vez leva uns 10 a 15 minutos. Da segunda vez em diante, você leva uns 2 minutos, porque o modelo salvo já vem pronto.
- Copie o endereço de
postbackno seu tracker - Confira na documentação da rede quais macros ela aceita
- Cole o endereço no campo de
postbackda rede, global ou por oferta - Envie um lead de teste e confira se ele aparece no tracker
- Compare o total do painel da rede com o total do tracker
- Salve a ligação como modelo para a próxima oferta
No Keitaro (um dos trackers mais usados), cada rede conhecida já tem modelo pronto, e o macro do clique se chama {subid}. Do lado da rede, esse valor cai no campo aff_click_id.
Em cassino, o registro aparece no tracker como lead. O depósito aparece como venda, já com valor e moeda. Se o teste não aparecer em 30 minutos, fale com o gerente.
| Tracker | Ponto forte |
|---|---|
| Keitaro | modelos de rede prontos |
| Binom | log de cada requisição |
| AdsBridge | tracker na nuvem |
| RedTrack | avisos no Telegram |
Se você não quer cuidar de servidor, um tracker na nuvem como o AdsBridge resolve, e a conta abre direto no navegador. Times de volume grande preferem um log bem detalhado, porque o log é a prova quando os números não batem.
Como testar o postback antes de escalar
Testar é simples: você mesmo clica no anúncio, completa a ação e olha os 2 painéis. Sem esse teste, você só descobre o macro errado depois que o dinheiro já saiu.
Diferença pequena entre os painéis (de 1% a 2%) é normal, porque cada sistema fecha o dia num fuso. Se a diferença passar de 5%, o motivo costuma ser um macro errado ou um aviso duplicado.
| Erro | Sintoma | Conserto |
|---|---|---|
| Endereço com espaço ou acento | só cliques no relatório | refazer o endereço |
| HTTP em vez de HTTPS | a rede recusa o envio | trocar o protocolo |
| Macro com nome errado | conversão perdida | conferir a documentação |
| Aviso em 2 lugares | conversão contada 2 vezes | manter 1 endereço por oferta |
| Teste pulado | erro descoberto pagando | lead de teste antes |
O log do tracker guarda cada aviso que chegou, com a hora e os valores. Com esse histórico na mão, você acha o campo que veio vazio e acaba com qualquer discussão com a rede.
Faça o teste antes de gastar o primeiro real, e repita em cada oferta nova. O log também mostra problemas bem piores que um macro errado, como no caso da próxima seção.
Como o postback revela corte de leads e fraude
O shave é o corte escondido de leads: o painel mostra menos vendas do que os avisos que chegaram. O log do tracker é a sua testemunha, com a hora e o click_id de cada aviso.
Olha o que aconteceu com um afiliado que somava 12.000 registros num único cassino. Os depósitos na mesma conta passavam de 1.000.
Numa manhã, o tráfego estava normal, mas os registros sumiram do painel. Ele fez um cadastro de teste, e o registro também não apareceu.
A página final tinha parado de gravar o código de indicação, e o jogador entrava sem dono. E a rede só devolveu os registros que ele provou por escrito, e-mail por e-mail.

As contas nunca bateram: num dia o painel mostrava 5 registros sem nenhum postback, e no dia seguinte chegava 1 postback a mais do que o painel dizia.
Um depósito pago apareceu no log do tracker, mas não apareceu no painel da rede. A rede não topou comparar os números lado a lado, e ele parou o tráfego na hora.
A fraude aparece no sentido contrário, com cliques demais e ações de menos. O filtro do tracker corta de 10% a 20% dos leads falsos sem você fazer nada.
- Conversão que chega segundos depois do clique tem cara de robô, e a regra automática recusa
- IP repetido com mais de 5% de recusa entra na lista negra
- País do clique diferente do país do lead derruba o aceite
- A limpeza economiza de 15% a 20% do orçamento
No fim do mês, bata o tracker com o painel, número por número. Se a diferença se repete todo mês, é papo com o gerente ou troca de rede.
Como usar SubID para otimizar campanhas
Com o relatório agrupado por etiqueta, você otimiza em 5 minutos por dia. Você olha linha por linha, corta o que dá prejuízo e aumenta o lance no que dá lucro.
A lista negra por site no push
Essa rotina funcionou bem num caso de push barato. Uma equipe rodou uma campanha com cliques de 0,05 rublo. Cada clique levava etiqueta com o site, a plataforma e o nome da campanha.
- O campo
subid_1recebia o identificador do site de origem - O
subid_2marcava celular ou computador - O
subid_3levava o nome da campanha
Na primeira noite entraram 1.805 cliques. Aí você mede site por site: se um site rendeu 2 rublos em 100 cliques, ele está pagando 0,02 rublo por clique.
A regra deles era simples: site com mais de 30 cliques rendendo menos de 0,08 rublo ia para a lista negra. Limpando isso 2 vezes por dia, a campanha ficou positiva no 4º dia.
O pedido escondido nos comentários
Teve também um caso no Omã, onde US$ 3.735 de anúncio viraram US$ 11.778 de receita. O segredo estava nas etiquetas, uma para cada conta, anúncio e origem de pedido.
- Cada conta de anúncio levava a própria marca, de ra1 a ra10
- Cada anúncio levava a dele, de ad1 a ad10
- O pedido nascido em comentário levava a marca comment
No fim sobraram US$ 8.043 de lucro limpo (11.778 menos 3.735), com 967 leads aprovados.
A etiqueta comment revelou uma surpresa: de 20% a 30% dos pedidos nasciam nos comentários do anúncio, com aprovação igual à do site. O time começou a responder os comentários na hora, porque os pedidos estavam ali dentro.
A campanha sem marca vira caixa-preta
Agora vem o exemplo do erro. Num teste no mundial de 2026, uma equipe pôs 24.000 rublos de mídia, e um dos cenários foi ao ar sem a marcação completa.
- O anúncio no buscador registrou 2.667 cliques
- O site do bookmaker contou perto de 2.900 entradas
- As conversões pararam em 8, sem dono conhecido
Resultado: 8.400 rublos gastos, 8 conversões, 1.050 rublos cada uma. Ninguém soube dizer qual palavra ou anúncio trouxe o dinheiro, e o time ficou sem saber o que escalar.

O landing do evento estava com as etiquetas no lugar e fechou em 700 rublos por conversão. A lição que o time tirou ficou clara: primeiro a etiqueta, depois o orçamento.
Para comparar criativos, a receita é a mesma: uma etiqueta por versão e uns 100 cliques em cada antes de decidir. A régua para cortar ou escalar está no guia de CR, EPC e ROI: o CR é a taxa de conversão, o EPC é o ganho por clique e o ROI é o retorno sobre o gasto.
Perguntas frequentes sobre postback
O que é postback no marketing de afiliados?
No marketing de afiliados, postback é a chamada de servidor que a rede dispara para o tracker quando um clique vira ação paga. A estatística atualiza em tempo real, sem planilha.
Qual é a diferença entre postback e pixel?
O pixel roda no navegador do visitante e perde evento quando um bloqueador de anúncio entra na frente. O postback viaja de servidor para servidor e chega inteiro.
O que significa S2S?
S2S é a sigla de servidor para servidor, o caminho que o postback percorre. Nada no navegador do visitante consegue quebrar essa entrega.
O que é SubID e para que serve?
SubID é o parâmetro extra do link de afiliado que marca a origem do clique. Com ele, o relatório mostra qual anúncio, site ou criativo trouxe cada conversão.
Quantos campos de SubID uma rede aceita?
A maioria das redes dá até 5 campos, de sub1 a sub5. A rede de anúncio preenche parte deles sozinha, por macro.
Como testar se o postback funciona?
Clique no próprio anúncio, complete a ação na oferta e confira o lead nos 2 painéis. A conversão de teste costuma aparecer em minutos, e 30 minutos sem sinal indicam erro na ligação.
Qual diferença entre os painéis é normal?
Entre 1% e 2%, porque cada sistema fecha o dia num fuso. Acima de 5%, procure macro errado ou aviso duplicado.
Postback funciona sem tracker?
Funciona, porque a rede consegue avisar direto a plataforma de anúncio. Sem o tracker, você perde o log e a leitura por site e criativo.
O que é postback global?
É o endereço único colado na conta da rede, e ele cobre toda oferta nova. A versão por oferta usa endereço próprio quando as metas mudam.
Por que chegaram mais postbacks do que leads no painel?
Acontece quando a página final para de gravar o código de indicação e o lead entra sem dono. Peça a conferência por click_id e guarde o log, porque a diferença repetida indica corte.
Postback: o resumo
No fim das contas é simples: o postback te devolve cada venda na hora, e o SubID diz de onde ela veio. Com a dupla rodando, acabou o chute, cada linha do relatório tem dono.
- Ligar o
postbackantes do primeiro real de mídia - Testar com 1 lead e comparar os 2 painéis
- Marcar site, anúncio e criativo desde o primeiro clique
- Cortar por linha do relatório, com a régua do ganho por clique
- Conferir o painel contra o log por
click_idtodo fechamento
Depois que as linhas estiverem limpas, o próximo passo é o guia de como escalar a campanha sem perder a mão no custo.
A rede do caso do cassino ainda sumiu 5 horas em manutenção sem avisar ninguém. Quem contou essa história foi o log.
Como apuramos este post
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