Moeda de dolar rolando na horizontal com rastro vermelho, sino e etiqueta ao lado, sobre muro grafitado

O que é postback e como usar o SubID

Sabe quando a venda aparece no site da oferta, mas some do painel da rede? Num caso real, o painel dizia 64 cadastros no dia, mas tinham chegado 65 avisos de venda.

Esse aviso se chama postback: é a rede avisando o seu painel toda vez que sai uma ação paga. Já o SubID é a etiqueta que você cola no link para saber de onde veio cada venda.

Neste guia você aprende a ligar os 2, testar sem gastar nada e usar o relatório para cortar o que não paga.

Sumário

O que é postback e como ele funciona

Funciona assim: alguém clica, compra, e a rede avisa o seu tracker na mesma hora. O postback é esse aviso, e o tracker é o painel que registra cada clique seu.

  1. O visitante clica no anúncio, e o tracker grava um identificador único, o click_id
  2. O tracker redireciona o visitante para a página da oferta
  3. O visitante registra, compra ou deposita, e a rede grava a ação
  4. A rede chama o endereço de postback do tracker, levando o click_id e os dados da ação
  5. O tracker casa o click_id com o clique original e soma a conversão no relatório

Sem esse aviso, você conta errado de 20% a 30% dos leads. E se a estatística chega 2 horas atrasada, você paga clique de campanha ruim esse tempo todo sem perceber. No push (o anúncio que chega como aviso no celular), o Google Analytics chega a perder 70% dos dados.

ItemPixelPostback
Onde rodano navegadorentre servidores
Bloqueador de anúncioderruba o eventosem efeito
JavaScript desligadoperde a conversãosem efeito
Uso típicoensinar o algoritmo do anúncioestatística do afiliado

O pixel é aquele código que roda no navegador do visitante. O problema é que ele morre junto com o navegador, então bloqueador de anúncio e JavaScript desligado engolem a conversão.

O pessoal chama esse caminho de S2S, porque é um servidor falando com outro servidor. Se o envio falha, o sistema tenta de novo até entregar.

O Facebook Ads e o Google Ads também querem receber esse aviso. Quando a conversão volta para eles, o algoritmo aprende quem compra e a campanha mira cada vez melhor.

Quais dados o postback envia ao tracker

Cada aviso carrega meia dúzia de campos, e cada campo vira uma coluna no seu relatório. O principal é o click_id, que diz exatamente qual clique gerou aquela venda.

ParâmetroO que carregaExemplo
click_ididentificador do cliquek7f2m91a
payoutvalor da comissãoUS$ 50
statussituação do leadaprovado
campaign_idcampanha de origemcamp_07
goaltipo da ação pagadepósito

A rede marca cada lead como pendente, aprovado ou recusado. O lead aprovado vira dinheiro, e o recusado morre. O pendente fica no hold (a fila de conferência da rede), explicado no guia sobre o que é hold.

O goal mostra qual foi a ação: registro, depósito ou recompra dentro da mesma oferta. Por exemplo, tem oferta em que o registro paga US$ 2 e a recompra paga US$ 30.

O endereço de postback é o domínio do seu tracker mais uns campos no final, tipo cid={clickid}&payout={payout}&status={status}. A rede troca cada chave pelo valor de verdade na hora de enviar.

No modo global, você cola o endereço 1 vez na conta da rede e pronto: toda oferta nova já nasce ligada. O modo por oferta serve para quando uma oferta paga metas diferentes da outra, aí cada uma ganha o próprio endereço.

O que é SubID e o que ele rastreia

O SubID é uma etiqueta que você cola no link de afiliado, e a rede devolve essa etiqueta junto com a conversão, aí o relatório mostra de onde veio o dinheiro.

Um link etiquetado fica assim: https://oferta.com/?aff_id=123&sub_id=facebook_ad1. Quando alguém compra por esse link, a venda cai na linha do facebook_ad1 do relatório.

  • A fonte de tráfego, como Facebook, Google, push ou rede de teasers
  • A campanha e o anúncio, cada um com a própria marca
  • O criativo, o anúncio em si, para comparar imagem contra vídeo
  • O site de origem dentro de uma rede de anúncio
  • O dispositivo e o horário do clique

A maioria das redes te dá até 5 campos, de sub1 a sub5, e a rede de anúncio preenche vários sozinha. No push, por exemplo, o subid_1 recebe o código do site que gerou cada clique.

Essas etiquetas também servem para testar pedaços da própria página. Por exemplo: você roda 2 títulos no mesmo landing, cada um com a sua etiqueta, e o relatório mostra qual dos 2 títulos vendeu mais.

O postback traz cada venda de volta, e o SubID conta de onde ela veio. Com os 2 juntos, o relatório vira um mapa do seu dinheiro: você vê onde ele entra e onde ele some.

Como configurar o postback no tracker

Ligar o tracker na rede pela primeira vez leva uns 10 a 15 minutos. Da segunda vez em diante, você leva uns 2 minutos, porque o modelo salvo já vem pronto.

  1. Copie o endereço de postback no seu tracker
  2. Confira na documentação da rede quais macros ela aceita
  3. Cole o endereço no campo de postback da rede, global ou por oferta
  4. Envie um lead de teste e confira se ele aparece no tracker
  5. Compare o total do painel da rede com o total do tracker
  6. Salve a ligação como modelo para a próxima oferta

No Keitaro (um dos trackers mais usados), cada rede conhecida já tem modelo pronto, e o macro do clique se chama {subid}. Do lado da rede, esse valor cai no campo aff_click_id.

Em cassino, o registro aparece no tracker como lead. O depósito aparece como venda, já com valor e moeda. Se o teste não aparecer em 30 minutos, fale com o gerente.

TrackerPonto forte
Keitaromodelos de rede prontos
Binomlog de cada requisição
AdsBridgetracker na nuvem
RedTrackavisos no Telegram

Se você não quer cuidar de servidor, um tracker na nuvem como o AdsBridge resolve, e a conta abre direto no navegador. Times de volume grande preferem um log bem detalhado, porque o log é a prova quando os números não batem.

Como testar o postback antes de escalar

Testar é simples: você mesmo clica no anúncio, completa a ação e olha os 2 painéis. Sem esse teste, você só descobre o macro errado depois que o dinheiro já saiu.

Diferença pequena entre os painéis (de 1% a 2%) é normal, porque cada sistema fecha o dia num fuso. Se a diferença passar de 5%, o motivo costuma ser um macro errado ou um aviso duplicado.

ErroSintomaConserto
Endereço com espaço ou acentosó cliques no relatóriorefazer o endereço
HTTP em vez de HTTPSa rede recusa o enviotrocar o protocolo
Macro com nome erradoconversão perdidaconferir a documentação
Aviso em 2 lugaresconversão contada 2 vezesmanter 1 endereço por oferta
Teste puladoerro descoberto pagandolead de teste antes

O log do tracker guarda cada aviso que chegou, com a hora e os valores. Com esse histórico na mão, você acha o campo que veio vazio e acaba com qualquer discussão com a rede.

Faça o teste antes de gastar o primeiro real, e repita em cada oferta nova. O log também mostra problemas bem piores que um macro errado, como no caso da próxima seção.

Como o postback revela corte de leads e fraude

O shave é o corte escondido de leads: o painel mostra menos vendas do que os avisos que chegaram. O log do tracker é a sua testemunha, com a hora e o click_id de cada aviso.

Olha o que aconteceu com um afiliado que somava 12.000 registros num único cassino. Os depósitos na mesma conta passavam de 1.000.

Numa manhã, o tráfego estava normal, mas os registros sumiram do painel. Ele fez um cadastro de teste, e o registro também não apareceu.

A página final tinha parado de gravar o código de indicação, e o jogador entrava sem dono. E a rede só devolveu os registros que ele provou por escrito, e-mail por e-mail.

Gráfico de barras comparando, dia a dia, os registros no painel da rede com os postbacks recebidos no tracker no caso do cassino

As contas nunca bateram: num dia o painel mostrava 5 registros sem nenhum postback, e no dia seguinte chegava 1 postback a mais do que o painel dizia.

Um depósito pago apareceu no log do tracker, mas não apareceu no painel da rede. A rede não topou comparar os números lado a lado, e ele parou o tráfego na hora.

A fraude aparece no sentido contrário, com cliques demais e ações de menos. O filtro do tracker corta de 10% a 20% dos leads falsos sem você fazer nada.

  • Conversão que chega segundos depois do clique tem cara de robô, e a regra automática recusa
  • IP repetido com mais de 5% de recusa entra na lista negra
  • País do clique diferente do país do lead derruba o aceite
  • A limpeza economiza de 15% a 20% do orçamento

No fim do mês, bata o tracker com o painel, número por número. Se a diferença se repete todo mês, é papo com o gerente ou troca de rede.

Como usar SubID para otimizar campanhas

Com o relatório agrupado por etiqueta, você otimiza em 5 minutos por dia. Você olha linha por linha, corta o que dá prejuízo e aumenta o lance no que dá lucro.

A lista negra por site no push

Essa rotina funcionou bem num caso de push barato. Uma equipe rodou uma campanha com cliques de 0,05 rublo. Cada clique levava etiqueta com o site, a plataforma e o nome da campanha.

  • O campo subid_1 recebia o identificador do site de origem
  • O subid_2 marcava celular ou computador
  • O subid_3 levava o nome da campanha

Na primeira noite entraram 1.805 cliques. Aí você mede site por site: se um site rendeu 2 rublos em 100 cliques, ele está pagando 0,02 rublo por clique.

A regra deles era simples: site com mais de 30 cliques rendendo menos de 0,08 rublo ia para a lista negra. Limpando isso 2 vezes por dia, a campanha ficou positiva no 4º dia.

O pedido escondido nos comentários

Teve também um caso no Omã, onde US$ 3.735 de anúncio viraram US$ 11.778 de receita. O segredo estava nas etiquetas, uma para cada conta, anúncio e origem de pedido.

  • Cada conta de anúncio levava a própria marca, de ra1 a ra10
  • Cada anúncio levava a dele, de ad1 a ad10
  • O pedido nascido em comentário levava a marca comment

No fim sobraram US$ 8.043 de lucro limpo (11.778 menos 3.735), com 967 leads aprovados.

A etiqueta comment revelou uma surpresa: de 20% a 30% dos pedidos nasciam nos comentários do anúncio, com aprovação igual à do site. O time começou a responder os comentários na hora, porque os pedidos estavam ali dentro.

A campanha sem marca vira caixa-preta

Agora vem o exemplo do erro. Num teste no mundial de 2026, uma equipe pôs 24.000 rublos de mídia, e um dos cenários foi ao ar sem a marcação completa.

  • O anúncio no buscador registrou 2.667 cliques
  • O site do bookmaker contou perto de 2.900 entradas
  • As conversões pararam em 8, sem dono conhecido

Resultado: 8.400 rublos gastos, 8 conversões, 1.050 rublos cada uma. Ninguém soube dizer qual palavra ou anúncio trouxe o dinheiro, e o time ficou sem saber o que escalar.

Gráfico de barras com o custo por conversão de cada cenário de apostas no teste do mundial, de 700 rublos no landing do evento a 1.426 no aplicativo

O landing do evento estava com as etiquetas no lugar e fechou em 700 rublos por conversão. A lição que o time tirou ficou clara: primeiro a etiqueta, depois o orçamento.

Para comparar criativos, a receita é a mesma: uma etiqueta por versão e uns 100 cliques em cada antes de decidir. A régua para cortar ou escalar está no guia de CR, EPC e ROI: o CR é a taxa de conversão, o EPC é o ganho por clique e o ROI é o retorno sobre o gasto.

Perguntas frequentes sobre postback

O que é postback no marketing de afiliados?

No marketing de afiliados, postback é a chamada de servidor que a rede dispara para o tracker quando um clique vira ação paga. A estatística atualiza em tempo real, sem planilha.

Qual é a diferença entre postback e pixel?

O pixel roda no navegador do visitante e perde evento quando um bloqueador de anúncio entra na frente. O postback viaja de servidor para servidor e chega inteiro.

O que significa S2S?

S2S é a sigla de servidor para servidor, o caminho que o postback percorre. Nada no navegador do visitante consegue quebrar essa entrega.

O que é SubID e para que serve?

SubID é o parâmetro extra do link de afiliado que marca a origem do clique. Com ele, o relatório mostra qual anúncio, site ou criativo trouxe cada conversão.

Quantos campos de SubID uma rede aceita?

A maioria das redes dá até 5 campos, de sub1 a sub5. A rede de anúncio preenche parte deles sozinha, por macro.

Como testar se o postback funciona?

Clique no próprio anúncio, complete a ação na oferta e confira o lead nos 2 painéis. A conversão de teste costuma aparecer em minutos, e 30 minutos sem sinal indicam erro na ligação.

Qual diferença entre os painéis é normal?

Entre 1% e 2%, porque cada sistema fecha o dia num fuso. Acima de 5%, procure macro errado ou aviso duplicado.

Postback funciona sem tracker?

Funciona, porque a rede consegue avisar direto a plataforma de anúncio. Sem o tracker, você perde o log e a leitura por site e criativo.

O que é postback global?

É o endereço único colado na conta da rede, e ele cobre toda oferta nova. A versão por oferta usa endereço próprio quando as metas mudam.

Por que chegaram mais postbacks do que leads no painel?

Acontece quando a página final para de gravar o código de indicação e o lead entra sem dono. Peça a conferência por click_id e guarde o log, porque a diferença repetida indica corte.

Postback: o resumo

No fim das contas é simples: o postback te devolve cada venda na hora, e o SubID diz de onde ela veio. Com a dupla rodando, acabou o chute, cada linha do relatório tem dono.

  • Ligar o postback antes do primeiro real de mídia
  • Testar com 1 lead e comparar os 2 painéis
  • Marcar site, anúncio e criativo desde o primeiro clique
  • Cortar por linha do relatório, com a régua do ganho por clique
  • Conferir o painel contra o log por click_id todo fechamento

Depois que as linhas estiverem limpas, o próximo passo é o guia de como escalar a campanha sem perder a mão no custo.

A rede do caso do cassino ainda sumiu 5 horas em manutenção sem avisar ninguém. Quem contou essa história foi o log.

Como apuramos este post

Os números vieram de ofertas e relatos públicos do nicho, consultados em agosto de 2026. As condições de cada oferta saíram do material das próprias redes.

Comissão, hold e apruv mudam sem aviso, e o catálogo muda toda semana. Confira a oferta no painel antes de investir em mídia.

O processo de checagem está na página sobre o CPA RAW, e os outros guias da série seguem o mesmo método.

Achou um dado desatualizado? Avise pela página de contato.

Este post é informativo e não é conselho financeiro. Arbitragem de tráfego tem risco: você paga a mídia antes de saber se ela converte.

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